Cansado dos ruídos ao relento,
das vozes lançadas ao vento,
Deus abriu os céus num só gesto,
e ditou um novo mandamento:
“Cada ser terá um número,
de palavras por ano, por mês —
não mais línguas soltas ao acaso,
não mais vozes sem porquês.”
Então, tirou-lhes a tagarelice,
fez pesar cada sílaba dita.
As bocas, agora conscientes,
guardavam o verbo na escrita.
Olhares tornaram-se densos,
e as pausas tinham sentido.
Era preciso medir o momento,
antes do som ser perdido.


Nem sempre , por mais que as pessoas saibam que deveria pensar no que fala ou faz , para depois agir o se calar , não é isso que acontece. 😟😟